Antes, eu era criança. Apenas. E crianças são felizes. O mundo era meu mundo. Era minha casa, minha morada. Tudo com açúcar. Tudo com afeto. Hoje, eu me sinto mundo. Mais um mundo em meio a tanto outros. E, verdadeiramente, não é isto algo ruim. Sou eu em busca do meu lugar. Espaço. Conquista. Motivação. Caminho. Não são palavras soltas; são importantes. Feliz: não tenho aquele amor ardoroso, que confunde a razão, atiça a emoção. Minha cama é vazia, mas cheia de mim. E, acredite, o amor me impulsiona! Não estou aqui por acaso. Vivo. É isso que me deixa no chão: droga completamente diferente, que me deixa no céu. Eu não gosto de cabelos longos, artificiais, franjas que tampam os olhos. Ah! O olhar… Tão mágico. O senso comum, aos meus olhos, é chato. Músicas da moda não despertam emoção. Livros da moda são apenas letras. Mas sem significados. Gosto do pouco, mas que pra mim, são muitos, vários. Procuro ter doçura na minha essência. Quando criança, eu era feliz. E hoje, é este o momento da felicidade. Afinal, o que é ser feliz? Não se preocupar? Ou viver, descobrir vontades, realizar sonhos? É tudo uma questão de escolha: ser um mundo em meio a tantos outros ou ser um mundo em meio a tantos outros que buca viver. Mas além da simples existência, o que é viver?